O Renascimento e o Legado de Mortal Kombat: Da Nova Era de Liu Kang ao Krossplay nos Klássicos

A franquia Mortal Kombat respira novos ares, mas sem esquecer as raízes que a consagraram nos fliperamas. Em Mortal Kombat 1, somos jogados direto na chamada Nova Era, uma linha do tempo inédita forjada por Liu Kang, agora elevado ao imponente status de Deus do Fogo. Depois de todo aquele caos cronológico do jogo anterior, ele assumiu o controle da ampulheta de Kronika e tentou reescrever a história apostando as fichas em um universo pacífico. O resultado prático dessa utopia divina é um elenco base de 22 lutadores que a gente já conhece de outros carnavais, mas totalmente repaginados e com novas dinâmicas.

A seleção principal traz figurões e favoritos da comunidade: Ashrah, Baraka, General Shao, Geras, Havik, Johnny Cage, Kenshi, Kitana, Kung Lao, Li Mei, Liu Kang, Mileena, Nitara, Raiden, Rain, Reiko, Reptile, Scorpion, Sindel, Smoke, Sub-Zero e Tanya. O feiticeiro Shang Tsung, eterno calcanhar de Aquiles de qualquer tentativa de paz, também está presente, inicialmente como um brinde de pré-venda e depois liberado para compra digital.

A pancadaria, no entanto, ganha contornos muito mais absurdos com a chegada do Kombat Pack. O DLC injeta seis novos personagens na arena e brinca pesado com o crossover. Metade dessa galera é velha conhecida da casa, trazendo Ermac, Quan Chi e Takeda de volta ao sangue. A outra metade é um verdadeiro delírio da cultura pop atual. Temos o Capitão-Pátria de The Boys, carregando as feições assustadoras do ator Antony Starr; o Pacificador da DC, com toda a marra e a voz do próprio John Cena; e o Omni-Man de Invincible, dublado de forma magistral por J.K. Simmons. De quebra, o pacote ainda joga no colo dos fãs uma skin do Jean-Claude Van Damme pro Johnny Cage, um fan service que a galera dos anos 90 pedia há décadas.

Enquanto a Nova Era dita o futuro sanguinário da série, o passado acaba de receber um banho de loja daqueles. A Digital Eclipse e a Atari soltaram uma atualização parruda para a Mortal Kombat: Legacy Kollection, provando que os clássicos continuam com bastante lenha pra queimar em todas as plataformas. A novidade mais barulhenta é o aguardado suporte a Krossplay, derrubando os muros entre quem joga no PC e nos consoles. Quem curte um combate tático também se deu bem, já que o update liberou o modo 2v2 online com sistema de tag-team para pedreiras como Ultimate MK3 (tanto nas versões Arcade quanto SNES), Mortal Kombat Trilogy do PS1 e o MK4 dos arcades.

Do lado mais técnico, o patch trouxe suporte a VRR, garantindo uma taxa de atualização variável para quem tem hardware de ponta e telas compatíveis. A equipe também consertou uns bugs chatos que apagavam os replays dos Kombat Kards sem aviso prévio e arrumou os filtros de força de conexão na busca por salas. Outro detalhe bacana é poder escolher o cenário antes de sair trocando soco no modo online, além de melhorias gerais na localização de vários idiomas. Mas fica um aviso amargo para o pessoal do Nintendo Switch: devido a umas limitações técnicas espinhosas do console, ele acabou ficando de fora do Krossplay no MK Trilogy e do multiplayer online no MK4. É frustrante, mas faz parte do hardware.

Todo esse movimento mostra que as desenvolvedoras estão tentando escutar a base de jogadores, tanto que abriram as portas do Discord oficial para receber feedback direto da fonte, seja para ouvir elogios ou absorver as críticas da comunidade. E se você é do tipo que prefere discutir os rumos da franquia, detalhar frame data ou reclamar dos nerfs num formato mais estruturado e old-school, os fóruns da nossa comunidade DayOne são o palco ideal. Para quem prefere o caos das conversas em tempo real, nosso servidor no Discord é o lugar perfeito para fazer barulho e marcar contras. Quem faz parte do DayOne Membership ainda leva vantagens e acessos exclusivos nos dois espaços. No fim das contas, seja desbravando o novo universo de Liu Kang ou quebrando o controle nos combos infinitos do MK3, o kombate continua visceral.